Em julho de 2026, carros elétricos e híbridos já representam 21,24% de todas as vendas de veículos leves no Brasil, mais de 1 em cada 5 carros novos que saem da concessionária. Não é projeção: é o mercado de hoje.

O crescimento não é gradual, é uma curva

No primeiro semestre de 2026, foram 215.023 emplacamentos de veículos eletrificados no país, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), alta de 147,5% sobre o mesmo período de 2025. A liderança do segmento é da BYD, que sozinha responde por 44,84% do market share dos eletrificados neste trimestre.

Leitura direta: se a curva de adoção continuar nesse ritmo, a pergunta deixa de ser "quando vai valer a pena instalar um carregador" e passa a ser "quantos condôminos já estão sem onde carregar".

O que isso significa dentro do condomínio

Cada novo carro elétrico ou híbrido vendido no bairro é, potencialmente, um novo morador ou visitante que vai precisar de um ponto de recarga próximo de casa. Condomínios que já têm 4 ou mais veículos elétricos/híbridos entre os moradores estão no perfil que já demanda solução, e esse número só cresce.

Por que esperar custa mais do que agir

Diferente de outras infraestruturas, essa não se resolve da noite para o dia: da vistoria à ativação, o processo de instalação leva tempo. Condomínios que começam agora chegam preparados antes que a demanda vire pressão de condôminos individuais pedindo solução às pressas.

O ponto cego de quem acha que "ainda é cedo"

O erro mais comum é comparar a adoção de VEs no Brasil com a de anos atrás. Os números de 2026 já não são os de 2023, a curva mudou de inclinação, e decisões baseadas em dados antigos ficam desatualizadas rápido.

Guilherme Aquino Camargo
Guilherme Aquino CamargoSócio-Administrador da PowerUp