Quando se fala em carro elétrico, a imagem mental costuma ser a de um veículo 100% movido a bateria. Mas boa parte da demanda por recarga em condomínio já vem de um público diferente: quem dirige um híbrido plug-in.

A diferença que ninguém explica

Um híbrido plug-in roda no elétrico por uma autonomia menor, mas precisa recarregar com frequência, muitas vezes diariamente, para aproveitar essa autonomia e reduzir o uso do motor a combustão. Ou seja: quem tem híbrido carrega, e carrega com frequência.

Na conta do mercado: os 21,24% de vendas de veículos leves eletrificados no Brasil em julho de 2026 somam elétricos e híbridos. Não é só um nicho de carro 100% elétrico que está gerando essa demanda.

Por que isso aumenta o número de moradores interessados

Cada morador com híbrido plug-in é, na prática, mais um usuário em potencial do carregador do condomínio, mesmo sem ter um carro "totalmente elétrico". Ignorar esse público é subestimar a demanda real dentro do próprio prédio.

O que isso muda no planejamento

Ao avaliar se vale a pena instalar, contar só os moradores com carro 100% elétrico é contar errado. O público real inclui todo mundo que precisa de uma tomada, elétrico ou híbrido.

Guilherme Aquino Camargo
Guilherme Aquino CamargoSócio-Administrador da PowerUp