Amenidade é o que soma, mas cuja falta ninguém nota. Ativo é o que, quando ausente, aparece como desvantagem clara na comparação. O carregador elétrico já migrou de uma categoria para a outra, e tratar essa mudança como se ainda fosse 2022 é um erro de avaliação.

O teste simples para saber em qual categoria algo está

Pergunte: se dois imóveis semelhantes estão em disputa, um com e outro sem esse item, o comprador nota a falta? Salão de festas, ainda hoje, muitas vezes não muda decisão. Carregador elétrico, para o público que já tem ou vai comprar um veículo elétrico ou híbrido, hoje 1 em cada 5 carros vendidos no Brasil, já muda.

Consequência prática: a ausência do carregador não é "neutra" na negociação, é um ponto que o comprador ou locatário usa a favor dele, mesmo que nunca venha a comprar um carro elétrico.

Por que isso pesa mais contra do que a favor

Ativos recém-normalizados costumam ter esse efeito assimétrico: no início, tê-los é diferencial; depois de um tempo, tê-los vira padrão e não tê-los é que chama atenção, no sentido negativo. O carregador elétrico está exatamente nessa transição, em condomínios de médio e alto padrão.

O que fazer com essa informação

Tratar o carregador como investimento que o próprio condomínio faria, mesmo que precisasse desembolsar algo, mas que, no caso da PowerUp, não exige desembolso nenhum, o que torna a decisão ainda mais simples de justificar em assembleia.

O prazo não espera pela decisão do condomínio

Enquanto a diretoria avalia, o mercado ao redor segue se movendo, e cada condomínio que instala primeiro reforça a percepção de que quem ainda não tem, está atrasado.

Guilherme Aquino Camargo
Guilherme Aquino CamargoSócio-Administrador da PowerUp