Nem toda instalação de carregador elétrico é igual, e é justamente na parte que ninguém vê (o projeto elétrico por trás da tomada) que mora o risco real. Instalação fora de norma não é só uma questão técnica: é um passivo financeiro em potencial para o condomínio.
A norma que precisa ser seguida
Toda instalação de baixa tensão no Brasil deve seguir a NBR5410. No caso de carregadores de veículos elétricos, isso envolve dimensionamento correto do circuito, proteção contra sobrecarga e avaliação prévia da capacidade elétrica do condomínio, para garantir que a infraestrutura existente suporte a carga adicional sem risco.
O que acontece quando essa avaliação não é feita
Sobrecarga na rede elétrica do condomínio, risco de superaquecimento e, em casos extremos, incêndio de origem elétrica, não do veículo, mas da instalação malfeita. É esse tipo de risco, evitável, que motiva a exigência de projeto técnico antes de qualquer obra.
E as normas de incêndio, entram nessa conta?
Sim. Segundo o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (COSCIP) já contempla dispositivos de segurança adequados para situações envolvendo veículos elétricos, desde que a instalação siga as normas vigentes e seja feita por profissionais qualificados.
O que isso significa para quem decide contratar
Perguntar sobre laudo técnico, conformidade com NBR5410 e política de seguro antes de aprovar qualquer projeto de carregador não é burocracia, é a diferença entre resolver o problema definitivamente ou criar um passivo que só aparece depois que algo dá errado.

